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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ESCOLA ESTADUAL "NOVA UNIÃO": Dia do Estudante

ESCOLA ESTADUAL "NOVA UNIÃO": Dia do Estudante

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fotos de entrega de certificado e de curso no Telecentro Comunitário

















segunda-feira, 18 de julho de 2011

Anti projeto e projeto de jardinagem Na instituição Ouro Branco

Anti projeto e projeto da jardinagem

TEMA: Educação e meio Ambiente

SUBTEMA: Explorando o ambiente natural da Instituição Ouro Branco por meio de Jardinagem


INTRODUÇÃO
À medida que a criança se depara com fenômenos, fatos e objetos do mundo toma, gradativamente, consciência das transformações que ocorrem à sua volta.
Neste sentido, as crianças podem conhecer o mundo por meio de atividades físicas, afetivas e mental, pois ao serem movidas pelo interesse e curiosidade confrontam as diversas respostas que encontra nas relações de alteridade e pela observação da realidade, até mesmo porque as crianças convivem com um conjunto de fenômenos naturais e aprendem sobre o mundo fazendo perguntas e procurando respostas às suas inquietações.
Segundo RCNEI (1998, p. 163):
Como integrantes de grupos socioculturais singulares, vivenciam experiências e interagem num contexto de conceitos, valores, idéias, objetos e representações sobre os mais diversos temas a que têm acesso na vida cotidiana, construindo um conjunto de conhecimentos sobre o mundo natural.

Portanto, entende-se que a criança ao agir sobre o universo natural, vai aos poucos, elaborando significações das representações naturais e sociais, ampliando seu conhecimento.
Frente a essa evolução infantil foi proposto às crianças de 4 a 5 anos da instituição Municipal Ouro Branco a construção de jardins na referida unidade escolar, que se encontra no Distrito Ouro Branco na Rua Newton Vieira s/nº, atende crianças do local e oito comunidades vizinhas no período vespertino e se localiza, aproximadamente, à 30 Km do município de Nova Canaã do Norte.
O município de Nova Canaã do Norte está localizado a 700 km ao norte de Cuiabá – capital do estado de Mato Grosso, ocupa uma área aproximada de 4950, 64 Km2 e possui cerca de 13.260 habitantes.
O projeto: Explorando o ambiente natural da Instituição Ouro Branco por meio de Jardinagem tem, entre os seus objetivos, de desenvolver atitudes de respeito às diversas formas de vida às crianças de 5 a 6 anos da unidade escolar. Dessa forma, o projeto será realizado com o intuito de desenvolver a capacidade de observação nas crianças menores de 6 anos, bem como estimular o trabalho em grupo por meio de atitudes de cooperação da instituição educacional.
Sendo assim, o trabalho será dividido em partes, as quais estarão distribuídas em introdução, objetivos, justificativa, métodos e procedimentos, análise das informações levantadas no decorrer do projeto, cronograma e referências bibliográficas.

2.0 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL
Desenvolver atitudes de respeito às diversas formas de vida às crianças de 5 a 6 anos da Escola Municipal “Ouro Branco” – Nova Canaã do Norte – MT.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Oferecer o contato direto com as diversas formas de vida, como: as plantas e outros seres vivos, por meio da manipulação;
Proporcionar a observação, pela criança, as maravilhas, encantos e o bem-estar que a natureza proporciona;
Interpretar os resultados das observações realizadas no decorrer das atividades propostas.

3.0 JUSTIFICATIVA
O tema a ser trabalhado foi escolhido com o intuito de fazer com que as crianças contemplem a alegria e a presença multicolorida das variadas formas de vida, bem como o respeito pelas mesmas.
Dessa forma, buscou-se levar a criança a perceber as maravilhas, encantos e o bem-estar que a natureza proporciona, bem como compreender o processo de cooperação que deve existir entre os seres humanos.
Assim a aprendizagem sobre o respeito às diversas formas vivas, não serão simplesmente informada ao aluno, mas construídas significativamente pelos mesmos.

4.0 MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
O projeto referente à jardinagem tem, entre os seus objetivos, desenvolver nas crianças de 5 a 6 anos na instituição educacional: Escola Municipal Ouro Branco, o respeito às diversas formas de vida. Sendo este um estudo integrante do curso do Profuncionário para conclusão do módulo 11; com o apoio da Direção e coordenação da unidade escolar: Ouro Branco.

5.0 LOCAL E PERÍODO DE REALIZAÇÃO DO PROJETO
O município de Nova Canaã do Norte está situado ao norte do estado de Mato Grosso, onde se pode encontrar a 30 Km do município sede, o Distrito Ouro Branco, assistido pela instituição escolar: Municipal “Ouro Branco”, na qual será realizado o projeto de jardinagem com as crianças de 5 a 6 anos, que freqüentam o pré-escolar da referida unidade no período de Março de 2009 a Maio de 2010.

6.0 REFERENCIAL TEÓRICO

Os homens se diferem dos outros animais pelo fato de constituírem-se como seres sociais, históricos e naturais, sendo estes produtores de uma sociedade, que não se esgota, segundo FREIRE (1983, apud ROCHA, 2008), em respostas padronizadas, ou seja, a relação do homem com o mundo é formada por uma variedade de desafios que partem de seu próprio contexto.
No entanto, o que tem se percebido nas instituições de educação infantil é a limitação de preparar as crianças para estudos posteriores, onde o professor trata os assuntos naturais como mero conteúdo a ser “esgotado” no decorrer do ano letivo.
Porém, o estudo de ciências naturais com crianças da Educação Infantil, segundo Antonini (2008) não se restringe apenas em domínio de conceitos, mas na transformação de idéias e explicações, sendo estas mudanças proporcionadas através da relação criança e objeto, respaldando o dinamismo entre conceito e realidade, nos significados culturais e sociais.
Neste sentido, ensinar Ciências é centrar o processo de aprendizagem significativa entre criança e realidade, possibilitando a suplantação de limites intelectuais e estabelecimento de relações com a natureza, modificando suas condições de vida, pela utilização dos recursos do meio.
Dessa forma, busquei contribuir para que as crianças desenvolvam competências e capacidades que possibilitem analisar, observar e interpretar o ambiente natural em seu contexto social, pois se entende que é direito da criança aprender ciências, até mesmo porque ela é um ser integrante e participativo no meio social em que vive.
Frente à importância do estudo de ciências, principalmente ao que se diz sobre o meio ambiente, é necessário levar as crianças à respeitarem as diversas formas de vida e, consequentemente, o meio natural, pois os seres vivos são partes integrantes do mundo natural.
Dessa forma, a escola deve construir um espaço que faça com que a criança reflita e construa respeito ao meio ambiente e sua diversidade, até porque, segundo Ferreira (2009), trabalhar com o meio ambiente pode contribuir para as crianças sejam capazes de construir posturas ambiente coerentes com a preservação do natural, como a construção do saber viver em grupo, bem como poderão perceber as relações de causa e efeitos condicionantes da vida no planeta.
Segundo RCNEI (1998, p. 182):
A percepção dos elementos que compõem a paisagem do lugar onde vive é uma aprendizagem fundamental para que a criança possa desenvolver uma compreensão cada vez mais ampla da realidade social e natural e das formas de nela intervir.

Ao encontro das palavras do autor é preciso que a organização do lugar natural abra a possibilidade de ensinar a criança que muitas são às formas de relação com o meio e que os diversos grupos de seres vivos possuem suas características peculiares. E que estas peculiaridades devem ser respeitadas.
Portanto ao observar e manipular o reino das plantas a criança poderá constatar as variações decorrentes da ação humana, bem como compreender que a natureza é dinâmica.
7.0 CRONOGRAMA

Meses
Tarefas
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
01

0
2
03
04
05
Elaboração do antiprojeto
















Construção dos canteiros
















Confecção das mudas
















Plantio das mudas















Irrigação dos canteiros















Levantamento de informações















Elaboração do relatório















Revisão do relatório















Observação dos canteiros















Entrega do relatório do projeto















Avaliação da orientadora















Apresentação do projeto






















REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTONINI, Elizabeth. A Natureza e a Descoberta da realidade natural e artificial. Fascículo I. Cuiabá: EdUFMT, 2008.

BRASIL, Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília: MEC/ Secretaria de Educação Básica, vols. 1, 2 e 3, 1998.

ROCHA, Marise Maria Santana da, CARMO, Rosângela Branca do. O Mundo Social e a Diversidade Cultural Geográfica e Histórica I e II. Cuiabá: EdUFMT, 2008.


Projeto



Considerações Iniciais


A evolução dinâmica da vida, atualmente, tem imposto a busca de novas formas de educar, pois a sociedade tem vivido a passagem de uma educação disciplinar para uma educação embasada na interdisciplinaridade ou transdisciplinar, pois para resolver conflitos (pobreza, terrorismo, aquecimento global e outros) na sociedade atual é preciso que as disciplinas estejam entrelaçadas para o compartilhamento dos conhecimentos.
Para isso, é preciso fazer conexões entre sentimentos, palavras e ações para que a aprendizagem ocorra no ambiente escolar, utilizando de ferramentas, tecnologias que possibilite a escola formar cidadãos críticos e autônomos.
Diante à necessidade de inovar as ações pedagógicas as instituições escolares têm recorrido a uma educação voltada à concepção dialética, pois este princípio epistemológico concebe a construção do conhecimento pela interação da teoria com a prática.
Esta relação (teoria e prática) se dá entre a reflexão–ação, ou seja, o conhecimento é construído pelo próprio indivíduo, que embasa seu processo de conhecimento por meio de análise da teoria, seguida da prática, uma vez que o conhecimento não é transmitido, mas pela interação entre o sujeito e o meio.
Neste sentido o ser humano possui a necessidade de adquirir condições para compreender sua existência e para isso intervém no mundo natural para dele se apropriar. Nesta perspectiva a natureza torna seu objeto de ação e o integra à humanidade como artefato. Portanto, o homem busca conhecimento para transformar a natureza e ao fazê-lo cria o mundo da cultura. Assim o ser humano transforma e cria novas condições para sua existência.
Neste sentido o homem se apropria dos elementos naturais, interpretando os dados do universo natural para construir idéias e descrever os fenômenos, elaborando uma teia teórica e, consequentemente, construindo conhecimento. Nesta relação interacionista, surgem descobertas e teorias que buscam interpretar e explicar os fenômenos naturais e sociais.
Ao encontro da perspectiva, sócio interacionista, foi realizado o projeto de jardinagem com as crianças de 5 a 6 anos da instituição municipal Ouro Branco entre o período de março do ano de 2009 a maio de 2010, com o objetivo de desenvolver atitudes de respeito às diversas formas de vida por meio da interação da criança com o meio.
Partindo da premissa de que a aprendizagem resulta da interação entre o que se ensina ao aluno e suas próprias idéias e conceitos, é preciso acreditar que o ser humano é capaz de substituir conceitos prévios por outros, até mesmo porque os novos conhecimentos são formas resultantes da interpretação das vivências significativas.
Frente à afirmação é preciso que a compreensão prévia do aluno possa ser a base do educador para educar não seja contraditório e sim uma forma de ampliação das concepções anteriores através da teoria e prática, bem como na interação entre sujeito e meio.
Portanto, acredita-se que a ação pedagógica deve se voltar a uma proposta significativa à criança e para isso a educação precisa e deve estruturar em ações onde as crianças agem e interagem-se no meio em que estão inseridas, para que possibilite a elas o desequilíbrio de seus conhecimentos prévios, bem como acomodar os novos conhecimentos.
De acordo com Piaget (apud WADSWORTH 1996, p.12):

[...] as crianças atuam sobre o meio ambiente para que ocorra o desenvolvimento cognitivo. O desenvolvimento das estruturas cognitivas é assegurado somente quando a criança assimila e acomoda os estímulos do ambiente. Isto só pode acontecer quando os sentidos das crianças entram em contato com o meio ambiente. Quando a criança está agindo no meio, movimentando-se no espaço manipulando objetos, observando com os olhos e ouvidos, o pensando, ela está obtendo dados brutos para serem assimilados e acomodados.


Nesta visão é essencial a criança observar, manipular, comparar, classificar, etc., tanto o ambiente quanto os fenômenos, pois através da exploração do ambiente a criança é capaz de reelaborar os conhecimentos, que irão ser a base para outros novos saberes, que por sinal serão elementares para a formação de sua identidade.
Portanto, a internalização do conhecimento para o desenvolvimento da criança como cidadão se dá pelo processo da socialização das noções conceituais, que garantem a construção de uma identidade singular do indivíduo, no contexto em que está inserido.

Jardim: Instrumento utilizado nas instituições para promover conhecimentos sobre o meio ambiente

Na antiguidade, segundo a revista Ciências Hoje, os jardins eram associados a lugares cheios de paz e prazer, bem como estimulação aos sentidos. Sendo os mais importantes os que o rei Nabucodonosor II construiu na Mesopotâmia em homenagem à sua esposa. Enquanto que no séc. I os jardins, para os romanos, passaram a serem obrigatórios nas vilas e casas. Mas foi a partir do séc. VIII no Oriente, que os jardins tiveram grande influência na Europa, época em que os árabes conquistaram a Península Ibérica. Nesses jardins podiam encontrar os conhecimentos de botânica e hidráulica
Mas os jardins tomam características poéticas no Renascimento, entre os séc. XV e XVI, onde os jardins eram divididos em diferentes espaços, como elementos decorativos. Já no séc. XIX era da industrialização, os jardins representavam uma busca pela natureza em meio ao meio acinzentado das cidades.
Em relação aos jardins brasileiros não se pode afirmar que possuem características particulares, pois estes foram influenciados por outros países, como os estilos franceses (jardins planejados, geométricos) existente até atualmente em Paris.
Porém, seja qual for o estilo do jardim é preciso que saibamos o conceito de jardim, que segundo a revista Ciência Hoje, a palavra jardim deriva do hebreu e significa “proteger” e é considerado um local de cultivo e proteção das plantas, podendo ter como propósito o simples desejo de desfrutar das flores, ou até mesmo visar o benefício à saúde.
Mas, atualmente, o trabalho com jardins tem sido voltado ao processo de ensino e aprendizagem nas instituições escolares, pois ao ter contato com o jardim a criança poderá ter a oportunidade de conhecer a diversidade dos seres vivos, bem como pode ser trabalho o respeito pelos mesmos. Neste sentido, as unidades escolares tem-se valido de projetos de jardinagem para contribuir para a ampliação do conhecimento das crianças.
Utilizando deste recurso pedagógico natural, foi realizado na unidade escolar Ouro Branco o projeto: Explorando o meio ambiente por meio da jardinagem, com o intuito de desenvolver nas crianças, de 5 a 6 anos, as noções de respeito às diversas formas de vida.
Para que o objetivo fosse alcançado, foi pedido, aos demais membros da equipe de apoio (zeladoras e guarda) e coordenadoras a participarem do projeto auxiliando na construção dos canteiros e demais atividades que envolveram as atividades de construção dos canteiros, como pode ser visto na foto 1, 2, 3 e 4.

Fotos 1, 2, 3 e 4: Equipe de apoio auxiliando no projeto jardinagem da instituição Ouro Branco

Foto 1











Foto 2









Foto 3


Fonte: Arquivo pessoal da cursista

Foto 4: Coordenadoras preparando canteiro do projeto de jardinagem na instituição Ouro Branco



Fonte: Arquivo pessoal da cursista


Neste projeto, houve uma participação especial, pois foi possível envolver o motorista do ônibus que se propôs a ajudar na construção das cercas nos canteiros, como pode ser visto na foto 6. Diante ao fato pode-se acreditar num envolvimento dos pais em outros projetos que a escola venha a trabalhar.













Fonte: Arquivo pessoal da cursista

Também, foi proposta à professora de Educação Infantil uma parceria para a realização do projeto, pois a flexibilidade de experimentar o mundo de acordo com sua capacidade constitui para a criança uma forma básica importante e decisiva para a construção do conhecimento e criatividade.
Dessa forma, foi proposta às crianças o enchimento de terra, para a formação das mudas e no plantio de algumas mesmas, como visto na foto 4 e 5, pelas crianças da pré-escola.

Foto 4: Crianças da pré-escola enchendo saquinhos com terra para o plantio das mudas















Fonte: Arquivo pessoal da cursista

Foto 5: Crianças da pré-escola realizando o plantio das mudas a serem utilizadas no projeto de jardinagem na instituição Ouro Branco














Fonte: Arquivo pessoal da cursista

Ao lançar mão das informações levantadas nos momentos das atividades, já descritas, pode-se perceber que tanto as crianças quanto a equipe de apoio da instituição Municipal Ouro Branco se evolveram ativamente nas atividades.
Um momento interessante foi quando uma das crianças avistou uma aranha e indagou a professora se aquele animal era venenoso e seguida a professora aproveitou o momento para trabalhar a diversidade dos animais e as diferenças entre aquele animal e as próprias crianças.
A professora, também, abordou a necessidade de preservar toadas as formas de vida, mesmo que perigosas aos homens, no momento em que a criança quis matar a aranha, ao colocar a criança a pensar: “E se essa aranha fosse você?” “Você gostaria que alguém o matasse?”
A criança respondeu que não. Então a professora tornou a questioná-la: “Como poderemos fazer para não matar a aranha e ela não nos atacar?”
A criança ficou por alguns momentos caladas e depois respondeu:
_ “Ah se ela também tem vida que nem a gente é melhor não chegar perto dela. Por que assim ela não pega a agente e nem a gente precisa matar ela, né, prof.”
Com a afirmação da criança acima se pode perceber que o projeto, mesmo no início, demonstrou uma importante ampliação do conhecimento das crianças, visto que por meio desse diálogo outras crianças presenciaram o diálogo e, possivelmente, o mesmo contribuiu para as mesmas, até mesmo porque se calaram e puseram-se a escutar a conversa entre a professora e o colega.
Outro momento, importante para as crianças do pré- escola da instituição Municipal Ouro Branco, foi o plantio das flores e folhagens num canteiro destinado para as crianças menores de seis anos da referida escola. Proporcionando a elas a vivenciar a experiência em planejar um jardim, como pode ser visto nas fotos 6, 7, 8 e 9.

Foto 6, 7 e 8: Crianças da pré-escola demarcando o espaço para o plantio das mudas







Foto 6



Foto 7







Foto 8



Fonte: Arquivo pessoal da cursista


Com a oportunidade as crianças da pré-escola, também, tiveram a oportunidade de terem contato com uma diversidade de plantas, como visto nas fotos 10, 11 e 12 bem como compreenderem o processo de plantio e manusearem de material concreto.

Fotos 10, 11e 12: Crianças da pré-escola plantando mudas no canteiro exclusivo à Educação Infantil
Foto 10











Foto 11









Foto 12



Foto 13






Fonte: Arquivo pessoal da cursista




No decorrer da atividade descrita, acima, as crianças da Educação Infantil tiveram a oportunidade de conhecerem as partes das plantas e quais as funções de cada uma, através de diálogo entre elas e a professora. Também, foi trabalhada a noção de seres vivos e não vivos, bem como a necessidade que as plantas possuem do sol e da água.
Portanto, com a oportunidade foi proporcionado às crianças o momento de reflexão sobre a necessidade de preservação das plantas, até mesmo porque são seres vivos, assim como despertá-los à apreciarem a beleza natural refletida pelas cores das plantas.
Neste momento houve uma fala de uma criança que chamou a atenção:
_ Profª, então a gente não pode quebrar os galinho da plantinha porque senão ela vai morre e o papai do céu vai chorar muito, porque ele que deu a plantinha pra nóis.
Aproveitando a fala da criança a professor expôs a visão religiosa que havia se manifestado na fala da criança e também reforçou a presença da vida nas plantas, bem como buscou levar as crianças a pensarem sobre a responsabilidade que teriam com o aguar os canteiros todos os dias.
_ Sim. Na bíblia está escrito que foi Deus quem criou os seres vivos e não vivos no nosso planetinha. Vou contar uma história... (A criação do mundo em sete dias).
_ Então nós sabemos que as plantas são seres como nós, que precisam, assim como nós, de alimentos para sobreviver. Mas, os alimentos das plantas são: a água, a luz do sol e também os adubos.
_ Por isso precisaremos aguar todos os dias as nossas plantas, pois se não a ajudarmos elas irão morrer e então não veremos as belezas das cores que elas nos oferecem.
Quanto mais eles conversaram mais as crianças demonstravam que é essencial a presença das plantas em nosso meio. As crianças também perceberam que as plantas deixariam o local onde estudavam mais bonito e que elas estariam alegres, pois as flores iriam trazer prazer, como pode ser demonstrado na fala abaixo.
_ Ah! Professora a gente vai te que tratar bem das plantinhas porque elas vai dá um lugar bonito pra nóis vê todo dia que a gente tive aqui na escola. Daí a gente fica contente, porque se elas da bastante cor ela vai fazê a gente feliz, que ela vai da alegria no coração.
Aproveitando o momento a professora reforçou a necessidade de preservação da natureza, não só da instituição como qualquer outro ambiente natural. Até mesmo porque, segundo Vygotsky, é por meio da relação de alteridade que a criança irá compreender o mundo onde está inserido. E que esta compreensão acontecerá de acordo com Piaget, com a acomodação dos conhecimentos novos, por meio da relação com o objeto (neste caso a natureza). Neste sentido, os novos conhecimentos se acomodarão após o desiquilíbrio dos saberes prévios em confronto com as novas informações.
Deve-se salientar que este projeto teve uma repercussão muito grande com as demais pessoas da instituição, mesmo que de forma indireta, pois as outras crianças que frequentam a instituição tiveram a oportunidade de observar o desempenho de cooperação na instituição pelos vários segmentos (coordenação, equipe de apoio, professor e alunos) da mesma.
Por outro lado, esta interação institucional, pode-se perceber que a participação dos pequenos incentivou outros alunos a colaborarem com o projeto, uma vez que as crianças se ofereciam para ajudar na irrigação, doar mudas e cuidar da preservação dos canteiros.
Dessa forma, pode-se afirmar que o trabalhar projeto foi alcançado com o projeto de jardinagem, pois segundo Bassedas (1999), trabalhar com projetos é possibilitar a abertura de possibilidades amplas de resoluções, que envolvem muitas variáveis, percursos imprevisíveis, imaginativos que contemplam a criatividade, inteligência, flexibilidade de organização e direciona a participação ativa do educando.
Neste sentido, trabalhar com projetos não significa executá-los paralelamente aos conteúdos burocráticos, com a intenção de colocar as atividades expostas após suas conclusões em sala de aula e muito menos veículo para se trabalhar datas comemorativas durante o ano letivo. Até mesmo porque trabalhar projeto exige interesse, curiosidade e mediação, pois o projeto favorece a interpretação dos conhecimentos vivenciados pelo ser humano. Ou seja, trabalhar projetos não significa executá-los paralelamente aos conteúdos burocráticos, mas com a intenção de colocar as atividades expostas após suas conclusões em sala de aula e muito menos veículo para se trabalhar datas comemorativas durante o ano letivo, porque trabalhar projeto exige interesse, curiosidade e mediação.
Deve-se salientar que trabalhar jardinagem implica diretamente na conscientização do homem à buscar a preservação do ambiente, até mesmo porque nas últimas décadas o ser humano vem agredindo violentamente o meio natural que está inserido. Ao falar sobre a preservação ambiental não se deve deixar de abranger o respeito às diversas formas de vida existente no meio natural. Mas para isso é preciso compreender o que é meio ambiente.
Segundo Ferreira (2009, p. 19):

É o espaço onde se desenvolvem as atividades humanas e a vida dos animais e vegetais. É um sistema formado por elementos com o qual o homem interage,l se adaptando, transformando-o e utilizando-o para satisfazer suas necessidades.


Diante à visão do autor pode-se considerar que o meio ambiente envolve todos os aspectos relacionados diretamente ao homem, tanto no aspecto social quanto natural.
Neste sentido, pode-se afirmar que o projeto realizado foi o primeiro passo, na instituição, para que a conscientização da preservação ambiental seja um foco da aprendizagem no contexto escolar. Até porque a escola é um espaço propício para desenvolver nos educandos uma postura crítica frente a realidade social, implicando na complexidade da ação humana.
A visão ambiental a ser trabalhada numa instituição, deve conter o estabelecimento de ligação entre o que se aprende e o que já se conhece e a possibilidade de se utilizar o conhecimento em outras situações, uma vez que, atualmente, o meio ambiente vem sendo agredido de muitas formas, como: construção de usinas hidrelétricas, liberação de gases nocivos (provocadores do desgaste da camada de ozônio), poluentes no ar provocando a chuva ácida, a exploração dos recursos naturais, que pode levar à eliminação das fontes de água e muitas outras agressões que estão retornando ao próprio ser humano. Essas agressões têm tomado uma vasta proporção e ameaçando a saúde do homem, sem que tome a consciência de seus atos ou que finge não ver seus próprios atos de agressividade com ele mesmo.
Neste sentido, pode-se afirmar que o projeto da jardinagem realizado na instituição Ouro Branco lançou uma pequena semente a ser cultivada na compreensão do homem em relação ao seu contato com o meio em que está inserido, pois os alunos tiveram a oportunidade de participarem ativamente do mesmo, através da construção dos canteiros, plantio das mudas, manutenção e irrigação do jardim. Dessa forma, o contexto proporcionado às crianças durante o projeto de jardinagem foi respaldado em uma metodologia sócio-interacionista de educação, promovendo a análise, interação do conhecimento ambiental, partindo para sugestão de ações.
Mas sabe-se que os encantos das cores o universo natural não é o único dos benefícios elencados pela beleza natural, ou seja, o cultivo do jardim pode trazer, dentre muitos, benefícios ao ser humano, como:

Abrandamento
Embora possa certamente envolver muito trabalho, de molhar as plantas, cortar os arbustos não desejados nos arredores, jardinar relaxa o homem. Isto é especial verdadeiro com povos que já são usados à tarefa e são simplesmente apreciar “florescem” de seu trabalho.

Ar puro
As plantas inalam o dióxido de carbono e expiram o oxigênio, um ar necessário à sobrevivência humana. Quando há plantas na casa, o ar é mais saudável porque as plantas já filtram o ar quando fazem o alimento e desprendem então o ar puro. Esta é a razão pela qual os povos encontram um ar mais limpo nos subúrbios comparados às cidades.

Refrigerador
As folhas das plantas protegem a casa dos raios diretos do sol e naturalmente as folhas se absorvem a luz solar.

É importante destacar que além das vantagens benéficas ao ser humano, a proteção dos elementos naturais do entorno da escola, o projeto jardinagem propicia, principalmente, o estímulo da solidariedade, igualdade, interação entre culturas, diálogo e o respeito aos direitos humanos e naturais.
Considerações Finais



O mundo tem vivido um momento muito especial e estratégico no que se refere ao meio ambiente, onde as atenções estão voltadas para o aquecimento global, mudanças climáticas, efeito estufa, diminuição da camada de ozônio.
Esses agravantes quase sempre são causados por desmatamentos, incêndios florestais, utilização dos recursos naturais de forma desordenada e inconseqüente, atingindo diretamente a biodiversidade do planeta e a continuidade da vida.
Considerando que o meio ambiente se modifica para melhor ou para pior com a intervenção do ser humano, a educação ambiental precisa ser entendida como uma possibilidade de garantir a relação ser humano/natureza, pois através dela, as atitudes e ações vão além do espaço escolar e precisam de parceiras no trabalho da defesa e respeito a vida. Até mesmo porque despertar nas pessoas sentimentos de pertencimento e de cuidado com o meio natural, é estar respeitando e valorizando a própria vida.
Ao avaliar as informações coletadas, no decorrer da execução do projeto, pode-se afirmar que o objetivo do mesmo teve uma repercussão positiva entre os alunos da instituição Ouro Branco, pois percebe-se que as crianças tem cuidado dos jardins com muito zelo que por sinal a natureza tem retribuído aos esforços das crianças e membros da instituição, como pode ser visto nas fotos em anexo.
Ainda assim, podemos constatar que o jardim de fato ganhou novos ares e tornou-se um local mais luminoso, colorido e agradável. Mudança esta que se fez notar por toda a comunidade escolar. Diretores, Professores e Funcionários são unânimes em elogiar o novo visual do jardim e ainda pediram mudas para levarem para suas residências.
Os alunos, que antes nem sequer notavam o espaço, hoje não só gostam do que vêem como querem, cada vez mais, participar da manutenção do jardim, já que os alunos que participaram desta tarefa.
O atual trabalho foi sem dúvida, um desafio, porém sua realização trouxe a todos a possibilidade de vivenciar mudanças positivas no comportamento dos alunos e concretizar um sonho a muito acalentado pela comunidade escolar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BASSEDAS, Eulália, HUGUET, Teresa, SOLÉ, Isabel, Aprender e Ensinar na Educação Infantil. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

FERREIRA, Ivan Dutra. Meio ambiente, sociedade e educação. Brasília: Centro de Educação a Distância – CEAD, Universidade de Brasília, 2009.

WADSWORTH, Barry J. Inteligência e Afetividade da criança na Teoria de Piaget. 4ª edição. São Paulo: Pioneira, 1996.

SILVA, Marilúcia Galvão Ferreira da. Jardim Escolar. 2010.